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Drag Post #1
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

O conceito mais notável de Marx - e de Engels - é o de modo de produção. Embora a tentativa dele classificar os modos dele seja falha, por tentar achar um esquema universal demais, pensar a produção como um evento que não é nem homogêneo nem aleatório, é genial (1/10).

Drag Post #2
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Talvez mais importante do que isso é ser fiel ao seu método quando pensa o modo: uma unidade dialética entre as forças produtivas e as relações de produção, sendo o próprio conceito delas igualmente brilhante (2/10).

Drag Post #3
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

As forças produtivas são os elementos físicos que servem ao fim de produzir, como a força de trabalho, enquanto as relações de produção são o nexo estabelecido para o uso dessas forças, desde sociais quanto jurídicas. Relações e forças são como os dois polos de um circuito (3/10)

Drag Post #4
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Relações produtivas afetam as forças produtivas e vice-versa de forma contraditória gerando movimento. Portanto, o modo de produção é um movimento - como, aliás, toda coisa no marxismo. Nada é puramente e de forma etérea, tudo está em choque e se transformando (4/10).

Drag Post #5
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Quando Marx olhou para produção e encontrou uma explicação satisfatória para ela, fez o qualquer cientista faria: entender para poder intervir. Rios existem além da vontade dos humanos, mas intervimos sistematicamente neles somente se tivermos ciência do seu funcionamento (5/10).

Drag Post #6
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Ao perceber que isso poderia servir para entender a produção enquanto natureza do ser humano, Marx igualmente chegou a uma conclusão: os modos de produção, até então, se sucederam independentemente da vontade ou consciência das pessoas. Mas isso poderia mudar (6/10).

Drag Post #7
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Uma vez tendo ciência dos modos de produção, o ser humano poderia construir algo melhor. Ou construir um novo modo pela primeira vez, sem ficar esperando sua mudança por si mesmo, como sempre foi antes (7/10).

Drag Post #8
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

A identificação do modo vigente como "capitalismo" implicaria em poder substituí-lo. Daí, a hipótese comunista. Mas esse modo só seria alcançado mediante uma transição, uma vez que um modo não pode ser imediatamente substituído por outro, num passe de mágica (8/10).

Drag Post #9
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Boa parte da análise de Marx se provou verdadeira. Das crises do capitalismo até a possibilidade de revoluções pelos trabalhadores, com objetivo de iniciar uma transição ao comunismo. A chegada ao comunismo nunca aconteceu, no entanto (9/10).

Drag Post #10
Hugo Albuquerque
@hugoalbuquerque

Ainda, os defensores do capitalismo aprenderam com isso: se um modo de produção pode ser compreendido e substituído, por que não pode ser conservado? E, de certa forma, isso prevaleceu até aqui. Mas as causas de manutenção do capitalismo têm o mesmo fundamento de seu fim (10/10).