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JAMES WEBB
@jameswebb_nasa
Em The Sandman, a visita de Morpheus ao seu pai, Tempo, é um dos momentos mais filosóficos da obra de Neil Gaiman - especialmente em Sandman: Noites Sem Fim e Sandman: Overture.

Os Perpétuos não são deuses, mas personificações de forças universais e o Tempo é a origem de todas elas, o fluxo que sustenta não só a existência, mas o próprio cosmos, do nascimento das estrelas ao seu inevitável fim.

Ele surge como uma entidade imensa, distante e solitária: se a Noite é o potencial, o vazio primordial, o Tempo é a ordem, a progressão e o ritmo que guia o universo.

Morpheus não o procura por afeto, mas por necessidade. Orgulhoso, só recorre ao pai em último caso, o que torna esses encontros raros e carregados de tensão.

No fim, o confronto revela mais sobre o próprio Sonho: sua rigidez, melancolia e apego às regras refletem sua origem. Diante do Tempo, até ele percebe seu lugar, não como absoluto, mas como parte das engrenagens do cosmos.
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