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@namcios: O cofundador do Claude sentou ...

@namcios
23 views May 25, 2026
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O cofundador do Claude sentou hoje entre cardeais no Vaticano e disse ao Papa: minha indústria opera com incentivos que conflitam com fazer a coisa certa.

O Papa olhou para ele e respondeu: "Em nome da Igreja, aceito seu convite para caminharmos juntos."

Aconteceu há horas.

Leão XIV apresentou a "Magnifica Humanitas": a primeira encíclica papal da história dedicada a uma tecnologia específica.

O Papa quebrou séculos de tradição para apresentar o documento pessoalmente. Nenhum papa tinha feito isso antes.

E escolheu como convidado o cofundador do lab de IA notavelmente ausente dos contratos militares do Pentágono. A Anthropic se recusou a liberar seus modelos para armas autônomas e vigilância doméstica.

O que Olah disse diante de cardeais, teólogos e do líder de 1,4 bilhão de católicos:

"Todo lab de IA opera dentro de incentivos que podem entrar em conflito com fazer a coisa certa."

Pressão comercial, competitiva e geopolítica.

E "as pressões mais antigas e mais simples: orgulho e ambição."

A conclusão dele: "As questões levantadas pela IA são maiores que a comunidade de pesquisa em IA." Precisamos de críticos externos sérios e honestos.

Agora o documento.

A abertura coloca a humanidade diante de duas escolhas: construir uma nova Torre de Babel ou reconstruir Jerusalém.

A frase que define a encíclica: "A inteligência artificial precisa ser desarmada."

Leão XIV sabe que a palavra é forte. Escolheu de propósito. Parágrafo 110:

→ "Desarmar a IA significa libertá-la da mentalidade de competição armada, não apenas militar, mas econômica e cognitiva"
→ "Uma corrida por algoritmos cada vez mais poderosos, movida pelo desejo de dominância geopolítica ou comercial"
→ "Desarmar não significa rejeitar a tecnologia, mas impedir que ela domine a humanidade"

E depois: "Simplesmente regulá-la é insuficiente."

O Papa não está pedindo regulação. Está dizendo que regulação não basta.

→ "A IA amplifica o poder de quem já possui recursos econômicos, expertise e acesso a dados"
→ O risco não é alguém acreditar que conversa com uma pessoa ao usar IA. É perder o desejo de buscar outras pessoas.
→ "Toda escolha de design reflete uma visão de humanidade" (parágrafo 111)

A simbologia foi calculada em cada detalhe:

→ Documento assinado em 15 de maio, aniversário exato da Rerum Novarum (1891), a resposta de Leão XIII à Revolução Industrial
→ O Papa disse explicitamente: "Como o Leão anterior, sinto-me encarregado de olhar para outra enorme transformação com olhos de fé"
→ A Igreja faz isso a cada grande ruptura: Rerum Novarum (1891), Pacem in Terris (1963, era nuclear), Laudato Si' (2015, clima), agora Magnifica Humanitas

Fazer da IA a primeira encíclica do pontificado é dizer que nenhum outro assunto é mais urgente.

Agora conecta os pontos.

O primeiro Papa americano da história está em conflito aberto com a Casa Branca.

Ele traz ao palco do Vaticano o cofundador do único lab de IA que enfrentou o governo Trump em defesa de limites éticos. E juntos publicam um documento de 42.300 palavras dizendo que a tecnologia mais poderosa já criada pela humanidade não pode ficar nas mãos de quem lucra com ela.

Teologia e geopolítica na mesma mesa. Literalmente.

Quem constrói a IA não pode ser quem define as regras da IA.

O Papa e o cara que constrói a IA concordaram nisso hoje. No Vaticano. Diante do mundo.
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