@jameswebb_nasa: O filme mais estranho que você...
@jameswebb_nasa
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Mar 27, 2026
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O filme mais estranho que você nunca viu e que prova que o nonsense pode ser genial
Em plena década de 1980, longe do brilho épico de Star Wars, o cinema soviético apresentou uma ficção científica muito mais estranha e, talvez por isso, mais reveladora.
Em 1986, Georgiy Daneliya levou às telas Kin-dza-dza!, um filme que parece caótico à primeira vista, mas que esconde uma lógica própria, desconfortável e precisa.
Tudo começa com um evento banal que rapidamente sai do controle: dois homens são transportados para Pluk, um planeta árido onde nada funciona como deveria - ou talvez funcione exatamente como uma crítica exagerada do nosso próprio mundo.
Ali, status social depende da cor da roupa. Máquinas sofisticadas parecem feitas de restos. A linguagem se reduz a poucas palavras, como “Koo”, repetida até perder o sentido. E, acima de tudo, a empatia praticamente desapareceu.
A comparação com Mad Max surge pelo visual desolado; já o espírito lembra o humor caótico do Monty Python. Mas Kin-dza-dza! não é apenas uma soma dessas influências. Ele usa o absurdo como disfarce para algo mais sério: uma crítica silenciosa ao autoritarismo, às hierarquias arbitrárias e à lógica distorcida de sistemas fechados.
Talvez por isso tenha passado pela censura soviética sem levantar suspeitas imediatas. E talvez por isso tenha sobrevivido tão bem ao tempo.
Em plena década de 1980, longe do brilho épico de Star Wars, o cinema soviético apresentou uma ficção científica muito mais estranha e, talvez por isso, mais reveladora.
Em 1986, Georgiy Daneliya levou às telas Kin-dza-dza!, um filme que parece caótico à primeira vista, mas que esconde uma lógica própria, desconfortável e precisa.
Tudo começa com um evento banal que rapidamente sai do controle: dois homens são transportados para Pluk, um planeta árido onde nada funciona como deveria - ou talvez funcione exatamente como uma crítica exagerada do nosso próprio mundo.
Ali, status social depende da cor da roupa. Máquinas sofisticadas parecem feitas de restos. A linguagem se reduz a poucas palavras, como “Koo”, repetida até perder o sentido. E, acima de tudo, a empatia praticamente desapareceu.
A comparação com Mad Max surge pelo visual desolado; já o espírito lembra o humor caótico do Monty Python. Mas Kin-dza-dza! não é apenas uma soma dessas influências. Ele usa o absurdo como disfarce para algo mais sério: uma crítica silenciosa ao autoritarismo, às hierarquias arbitrárias e à lógica distorcida de sistemas fechados.
Talvez por isso tenha passado pela censura soviética sem levantar suspeitas imediatas. E talvez por isso tenha sobrevivido tão bem ao tempo.